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Telefônica: se o Brasil ficar fora da Nova Economia, o atraso será irrecuperável
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23/05/2018

O presidente da Vivo, Eduardo Navarro, sustentou durante apresentação no Painel Telebrasil 2018, a necessidade de atualização do arcabouço regulatório e de conceitos que já não se aplicam ao cenário atual. Entre eles, o de bens reversíveis. “Os bens reversíveis devem relacionar os ativos que são importantes para a prestação do serviço, não terrenos vazios, como já foi mostrado várias vezes”, disse.

Para o executivo, o Brasil precisa se inserir na Nova Economia, e o atraso na mudança da legislação pode ser irrecuperável. “Não podemos conviver com essa situação até 2025. Precisamos avançar mais.”

O setor de telecomunicações até poderia ser criticado por ter feito investimentos errados, mas não por não ter investido. “Nos últimos anos, investimos perto de US$ 1 bilhão. Com exceção, talvez, da área petroquímica, que outro setor investiu isso no Brasil?”, questionou.

Na sua avaliação, a percepção dos usuários dos serviços de telecomunicações, que avaliam mal os serviços do setor, não pode estar correta. “Fizemos pior que os bancos? Ou que as elétricas? Estamos tendo um caladão no País?”, perguntou. Para o presidente da Vivo, houve, certamente, um erro de comunicação a ser corrigido, uma vez que não faz sentido investir os valores que as empresas investem, garantindo a comunicação de milhões de brasileiros, e elas terem esse tipo de percepção dos seus clientes.

Navarro lembrou o esforço feito pelas prestadoras de serviços para alcançar uma penetração de 105% na telefonia móvel, estar com a telefonia fixa presente em 98% dos domicílios e a banda larga fixa em 42% das residências. “Não podemos deixar de avaliar que 43% da população não tem esgoto em suas casas, só 52% tem educação universitária e uma em cada quatro pessoas não tem cartão de crédito.”

Ele disse que ainda há muito mais por fazer, mas que há uma série de obstáculos para um avanço maior, como a parte regulatória. Lembrou ainda que o setor vem contribuindo para a queda da inflação, com redução contínua de preços, porém, sofre com um crescimento negativo nos últimos anos.

Sobre a necessidade de redução da carga tributária, Navarro considera que já é “chover no molhado”. “Agora temos de garantir até que não aumente”, frisou, lembrando que o mercado de telecomunicações paga cerca de R$ 60 bilhões em impostos ao ano.

Em relação ao Termo de Ajuste de Condutas, que permite transformar multas aplicadas pela em investimento, Navarro fez uma crítica e autocrítica. “Não tivemos maturidade institucional para avançar nesse aspecto. Com isso deixamos de levar a telefonia a cerca de 2.000 distritos e vamos discutir durante vários anos na Justiça o valor das multas”, analisou.

Assista à apresentação do presidente da Telefônica Vivo no Painel Telebrasil 2018.

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