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Marcos Pontes quer trabalhar com a iniciativa privada para acelerar a adoção de TICs
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05/02/2019

O novo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Cesar Pontes, afirmou que é pauta prioritária de sua agenda trabalhar em conjunto com a iniciativa privada para fomentar a adoção das Tecnologias da Informação e Comunicação no Brasil. A meta foi colocada à mesa em audiência realizada com a indústria de telecomunicações.

Os representantes do setor mostraram a grande expectativa de verem aprovadas, o quanto antes, a atualização do Marco Legal (PLC 79/16) e a publicação do Plano Nacional de Internet das Coisas, com a desoneração tributária necessária para viabilizar a massificação do uso dos objetos conectados no País. Na agenda do setor, está ainda o uso mais adequado de fundos setoriais como o Fust, de forma a ampliar o acesso à banda larga em áreas ainda não atendidas.

Como o projeto Ciência na Escola foi eleito um dos essenciais para os primeiros 100 dias da nova gestão do MCTIC, ao lado da dessalinização do Nordeste, a indústria de telecomunicações mencionou a necessidade de se criar um “Sistema S” para as TICs, dada a importância desse modelo para a capacitação e formação de mão de obra para o setor.

Sobre levar Ciência e Tecnologia aos estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, Pontes foi taxativo. “Precisamos levar a robótica, a astronomia, o radioamador, a eletrônica para a criançada do Ensino Fundamental de escolas públicas. Para que isso? Para incentivar as carreiras de Ciência e Tecnologia, para que nós tenhamos mais astronautas, engenheiros, médicos”, sustentou.

Ainda de acordo com o ministro, não basta ensinar aos estudantes. É preciso também incentivar a formação de professores para que eles deem aulas de maneira eficiente, trabalhem com projetos de ciência e com a divulgação científica. “Precisamos construir um país baseado em tecnologia. Isto vai servir como ponta de lança do desenvolvimento estratégico”, reforçou.

MCTIC: nova missão do governo

O papel transversal da tecnologia no governo foi outro ponto destacado pela nova gestão. Para Pontes, o MCTIC está sendo preparado para servir como uma ferramenta para os demais ministérios. “Nós temos centros de pesquisas espalhados em várias áreas do conhecimento aqui no Brasil. Temos cientistas extremamente capazes. Vamos ter centros de inovação em várias regiões do País, voltados para incentivar a criação de novas startups para melhorar produtos e serviços”, sinalizou.

Nessa estratégia de colocar o MCTIC como uma ferramenta para o governo, Pontes explicou que uma Secretaria de Tecnologias Aplicadas vai substituir a extinta Secretaria de Políticas Digitais (Sepod). A nova secretaria, acrescentou o ministro, terá a missão de trabalhar em cooperação com os demais ministérios em áreas como cibersegurança, inteligência artificial e no desenvolvimento de tecnologias capazes de prover melhores condições e qualidade de vida, saúde e saneamento para o cidadão brasileiro.

Já a Secretaria de Planejamento, Projetos, Cooperação e Controle vai funcionar de forma matricial com as outras, encarregada do gerenciamento de projetos. Ela estabelecerá indicadores e critérios para medir a efetividade dos trabalhos realizados no MCTIC. “Precisamos dar um retorno dos investimentos à população. Na secretaria de Planejamento, vamos calcular os indicadores que irão nos dar esses posicionamentos. Também teremos uma parte de captação de recursos, responsável pela análise dos fundos e dos orçamentos, que são problemas dos mais sérios em Ciência e Tecnologia”, completou o ministro.

MCTIC – Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
Fust – Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações

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