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Juiz de Fora e Uberlândia são líderes em rankings de cidades com serviços inteligentes e amigas da internet
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08/06/2018

Das 100 cidades pesquisadas pela consultoria Teleco para a elaboração do primeiro ranking nacional de serviços inteligentes, todas têm algum tipo de serviço digital disponível para a população. O levantamento pesquisou a existência de serviços voltados para a mobilidade urbana, governo eletrônico, educação e saúde e meio ambiente. Grande parte dos aplicativos é voltada para soluções de estacionamento, transporte, marcação de consultas, coleta de lixo, semáforos inteligentes, prontuário eletrônico, entre outros.

Juiz de Fora, em Minas Gerais, foi a primeira colocada por oferecer 16 dos 26 serviços pesquisados. “Os municípios estão avançando e percebendo que para ter serviços inteligentes é preciso ter conectividade”, enfatizou o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude. Ele explicou que os dois rankings auxiliam as cidades a identificarem os pontos que merecem aprimoramento para que se tornem mais inteligentes. A pontuação foi dada não apenas em função dos serviços, mas de sua abrangência. Já os utilizados pelos usuários têm a mesma pontuação.

A mobilidade pública e o e-gov lideraram as aplicações mais utilizadas. Dos 100 municípios, 53 possuem serviços de informações sobre transporte público, 35 sobre zona azul e 14 sobre bilhete eletrônico. Já em e-gov, a emissão de boletos de pagamento ou outros meios de pagamento está presente em 96 cidades, de licenças, certidões e outros documentos em 91 e consulta de processos administrativos em 81.

Em Juiz de Fora, a primeira colocada, foram registrados 719 mil acessos ao aplicativo de horário de transporte público, 218 mil usuários mensais utilizaram a emissão de boletos e o município conta com 180 mil prontuários médicos. Tem 546 mil habitantes. As dez primeiras cidades do ranking de oferta de serviços inteligentes incluem ainda o Rio de Janeiro/RJ, Uberlândia/MG, Santos/SP, Belo Horizonte/MG, Jundiaí/SP, Cascavel/PR, Campinas/SP, Campo Grande/MS e Fortaleza/CE.

Infraestrutura mais acessível

Uberlândia, em Minas Gerais, manteve a liderança na terceira edição do ranking Cidades Amigas da Internet. A cidade mineira está fazendo o dever de casa de incentivar a construção de infraestrutura de telecomunicações para massificar a oferta de serviços, com legislações favoráveis à instalação de antenas. “Uberlândia segue a única cidade no país que respeita o prazo legal de dois meses para o licenciamento de antenas”, reforçou Tude.

Ao completar três anos, o ranking se mostra eficiente para a massificação da cultura da internet nos municípios; até as cidades em posições ruins têm se interessado pela avaliação. “Percebemos que há muito interesse em aprimorar o desempenho para estimular a oferta de serviços de telecom, com a elaboração de políticas públicas para facilitar a instalação da infraestrutura necessária”, observou Tude.

Um dos exemplos disso, relatou o presidente do Teleco, foi a conquista de 20 posições da cidade de Ponta Grossa, no Paraná, a partir da mudança de legislação. No ranking são analisadas as restrições para a implantação de ERBs, a burocracia no processo e os custos. “O tempo para se obter uma licença pode superar um ano em algumas localidades”, advertiu Tude. As cidades de Várzea Grande/MT, Rio Branco/AC, São José dos Campos/SP, Guarulhos/SP, Duque de Caxias/RJ, Rio de Janeiro/RJ, Palmas/TO e Cascavel/PR completam as 10 primeiras posições do ranking de 2018.

O ranking das cidades amigas da Internet mostra ainda que as cidades que impõem mais burocracia e dificuldade na instalação de antenas ficam nas últimas posições. Este é o caso, por exemplo, da capital do país, Brasília, que caiu para a última posição. São Paulo ficou com a penúltima posição. Também estão entre aquelas com as piores avaliações as cidades de Ribeirão Preto/SP (96º), Fortaleza/CE (97º) e Contagem/MG (98º).

Para Tude, a mensagem relevante às autoridades municipais é que não basta apenas revogar as legislações defasadas para a instalação das antenas e se adequar à lei federal. São necessários estrutura e um processo capaz de analisar as autorizações no prazo legal de dois meses. “E tem a questão dos custos adicionais. Isso porque ainda há cidades que querem renovação anual”, exemplificou o presidente da Teleco.

Assista à entrevista com Eduardo Tude.

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