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Ericsson: Brasil precisa agilizar a abertura de mercado
Agência Telebrasil
24/05/2018

Ao se apresentar no Painel Telebrasil 2018, nesta quinta-feira, 24/05, o diretor de Relações Institucionais da Ericsson, Tiago Machado, enfatizou que a tecnologia é fundamental para o aumento de produtividade dos países nas próximas décadas. Ele citou estudo da McKinsey segundo o qual a economia dobrou de tamanho nos últimos 30 anos, em função do crescimento anual de 3%. “Só que dados da Organização das Nações Unidas mostram que o crescimento da população não vai se repetir. Teremos de aumentar a produtividade da economia, e a tecnologia é seu principal indutor”, pontuou.

Tiago Machado lembrou ainda que o Brasil vem sendo questionado na Organização Mundial do Comércio (OMC) pela sua política industrial – o contencioso ainda será julgado –, mas ressaltou que a Lei de Informática foi fundamental para o desenvolvimento do País. Falta, porém, maior abertura para a importação de componentes direcionados para a manufatura de produtos de maior valor agregado, como os rádios que a empresa produz em sua fábrica em São José dos Campos.

“O Brasil representa apenas 2% do mercado mundial. Hoje, exportamos 50% de nossa produção e gostaríamos de exportar mais, porém, para isso precisaríamos ser mais competitivos”, afirmou Machado. Segundo ele, o Brasil ocupa a 69ª posição do ranking que avalia a abertura de mercado, à frente apenas de países como Bangladesh, Nigéria, Paquistão e Etiópia. E investe somente 1,3% do Produto Interno Bruto em pesquisa & desenvolvimento, contra 3% de países como Japão, Coreia e Suécia. “Ou aumentamos o investimento público ou criamos condições para o aumento do investimento privado”, sugeriu.

Ao falar de novas tecnologias, Tiago Machado advertiu que, nos próximos anos, a demanda por espectro e capacidade será exponencial, passando de 7,7 para 82 hexabytes em 2023, e as redes 5G são a resposta para atender a essa demanda. O executivo observou, porém, que há questões a resolver, entre elas, o valor dos leilões de espectro que, aqui, custam o dobro dos valores cobrados na Europa. “Ou conseguimos criar leilões sem viés arrecadatório ou vamos distribuir bilhões de dólares que poderiam ser empregados em investimentos”, completou o diretor da Ericsson Brasil.

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