Formação de capital humano para a transformação digital -  Especial - Agência Telebrasil

Ensino formal no Brasil é de baixíssima qualidade

09/04/2019

O ensino formal no Brasil é de baixíssima qualidade e está longe de atender às novas exigências da transformação digital, diz o sócio-líder de Desenvolvimento de Mercado da Deloitte, Othon Almeida. "Não que no mundo seja muito melhor, mas aqui precisamos reeducar, reestruturar o processo educacional. Tudo que envolve transformação digital está ligado ao conhecimento analítico", destaca o especialista.

À Telebrasil, Othon Almeida afirma que é possível e é um dever da sociedade construir as competências do profissional do futuro. Hoje, ressalta, os jovens são ensinados a viver o presente, quando o futuro está muito próximo. "O governo tem de repensar a educação. Se não fizer isso, vamos ficar muito desfasados", adverte. Othon Almeida sinaliza que, se nada for feito agora, o número de desempregados por desqualificação só fará crescer.

Medidas para fortalecer a formação de capital humano serão debatidas no Painel Telebrasil 2019, que acontece de 21 a 23 de maio, em Brasília. Assistam à entrevista com o sócio-líder de Desenvolvimento de Mercado da Deloitte, Othon Almeida.

Mitsubishi Electric cria programa de capacitação gratuita nas novas tecnologias

Empresa global de automação centraliza os treinamentos em big data, machine learning e Internet das Coisas. As aulas acontecem por meio de aprendizado à distância e cursos presenciais. Para 2019, a meta da companhia é treinar 1000 pessoas.

Organizações reclamam da falta de qualificação dos profissionais de Internet das Coisas

Lacuna de habilidades é um dos pontos críticos para o incremento dos negócios conectados, revela a pesquisa IoT Signals, produzida pela Microsoft, com 3000 tomadores de decisões em todo o mundo. A falta de recursos para treinamento da mão de obra também é vista como fator a mais de complexidade.

Sem pessoal, o sistema de Ciência e Tecnologia está em risco no Brasil

Com a falta de reposição de mão de obra qualificada nas instituições governamentais, o Brasil pode ver o desmonte de instituições em áreas como defesa, medicina nuclear e outras. De acordo com dados apresentados em Audiência Pública, no Senado, as perdas de pessoal variam entre 10% a 12% ao ano.

Brasil tem de ensinar as profissões do futuro

Para aproveitar a oportunidade da digitalização da economia, é obrigatório investir na formação de mão de obra, segundo o deputado federal Vinicius Poit.


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