Formação de capital humano para a transformação digital -  Especial - Agência Telebrasil

Cursos técnicos garimpam os novos talentos

09/04/2019

O Brasil precisa valorizar o ensino técnico para se adequar à nova era digital, uma vez que esses cursos, mais do que formar jovens, garimpam novos talentos, diz o pró-reitor de Pós-Graduação da USP, Carlos Carlotti Jr. Ele observa que durante muito tempo as universidades se acostumaram a formar em profissões predefinidas, mas, agora, a situação mudou e muitos profissionais estão sendo formados sem saber se terão futuro ou não.

"Hoje, os conhecimentos da universidade não serão suficientes para que um aluno saiba se terá uma carreira daqui a cinco ou 10 anos. A mudança passa também por capacitar mais e mais os professores. A nova era exige novas posturas do professor na disseminação do conhecimento", ressalta Carlotti Jr. À Telebrasil, o pró-reitor de Pós-Graduação da USP diz que a relação entre universidades e empresas é incipiente e precisa andar mais rápido.

"Há um medo de ambas as partes, mas pelo Brasil é preciso mudar isso. O conhecimento gerado na universidade não pode parar em um artigo publicado numa revista conceituada. Ele tem que gerar algo produtivo para o cidadão", acrescenta Carlotti Jr. Entusiasta do ensino técnico, o professor lembra que, em São Paulo, os cursos técnicos habilitam cerca de 450 mil alunos e as universidades captam apenas 20 mil.

"O momento é de pensar em como atrair esses talentos para outros modelos de Educação", conclama. O tema formação de capital humano é um dos destaques do Painel Telebrasil 2019, que acontece de 21 a 23 de maio, em Brasília. Assistam à entrevista com o pró-reitor de Pós-Graduação da USP, Carlos Carlotti Jr.

USP – Universidade de São Paulo

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