Formação de capital humano para a transformação digital -  Especial - Agência Telebrasil

Brasil precisa de mecanismos que multipliquem o bom professor por 1000

09/04/2019

Criar uma nova base de profissionais para a transformação digital e para a indústria 4.0 é absolutamente essencial no Brasil, afirma o professor da Fundação Dom Cabral Paulo Vicente Alves. À Telebrasil, o especialista diz que o ensino no Brasil é, hoje, industrial e não autodidata, e as novas tecnologias exigem a multicarreira.

"O ensino mudou. Não podemos mais gerar o autômato. Temos de criar o autônomo. Apostar em quem é criativo, em quem é curioso, em quem saiba criar coisas novas. Em quem quer multicarreiras, mesclando cursos técnicos e superior. Só assim vamos avançar", enfatiza Alves.

Segundo ainda o professor da Fundação Dom Cabral, o Brasil precisa enfrentar a realidade de que não há professores em quantidade e qualidade suficientes para formar 250 milhões de pessoas nas novas carreiras e é necessário investir em mecanismos que sejam capazes de multiplicar o bom professor por 100, 1000.

"O trabalho de ensinar tem de ser repensado. O ensino a distância é uma das modalidades que pode avançar. Na primeira onda, simplesmente replicou o meio físico no virtual. Agora há técnicas novas como a gamificação e outras aparecendo. O bom professor tem de replicar seu conhecimento", argumenta Alves.

Com relação à possível disputa entre robôs e homens, Paulo Vicente Alves comenta que os robôs chegaram para fazer as coisas chatas, perigosas e repetitivas. "O robô não cria, não lida bem com novas pessoas e não resolve problemas. Os robôs chegaram para nos ajudar. Eles pegam as coisas chatas, o humano pensa nas melhores ações."

O papel da Educação no cenário da economia digital vai ser debatido no Painel Telebrasil 2019, que acontece nos dias 21 a 23 de maio, em Brasília. Assistam à entrevista com o professor Paulo Vicente Alves, da Fundação Dom Cabral.

Mitsubishi Electric cria programa de capacitação gratuita nas novas tecnologias

Empresa global de automação centraliza os treinamentos em big data, machine learning e Internet das Coisas. As aulas acontecem por meio de aprendizado à distância e cursos presenciais. Para 2019, a meta da companhia é treinar 1000 pessoas.

Organizações reclamam da falta de qualificação dos profissionais de Internet das Coisas

Lacuna de habilidades é um dos pontos críticos para o incremento dos negócios conectados, revela a pesquisa IoT Signals, produzida pela Microsoft, com 3000 tomadores de decisões em todo o mundo. A falta de recursos para treinamento da mão de obra também é vista como fator a mais de complexidade.

Sem pessoal, o sistema de Ciência e Tecnologia está em risco no Brasil

Com a falta de reposição de mão de obra qualificada nas instituições governamentais, o Brasil pode ver o desmonte de instituições em áreas como defesa, medicina nuclear e outras. De acordo com dados apresentados em Audiência Pública, no Senado, as perdas de pessoal variam entre 10% a 12% ao ano.

Brasil tem de ensinar as profissões do futuro

Para aproveitar a oportunidade da digitalização da economia, é obrigatório investir na formação de mão de obra, segundo o deputado federal Vinicius Poit.


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